sábado, 24 de agosto de 2013

REPÚLDIO AO IDEM













Eita adverbiozinho sem personalidade
Acha que por reciprocidade
Pode se igualar a mim
Como assim?

Logo eu que aprecio a fartura das palavras
A magnitude dos versos
E aceito de bom grado todos os gestos

Então, não me venha com restos
Que não tô pra isso
Basta de descompromisso

Além disso,
Já lhe digo:
Se me vier com idem
Devolvo-te em ibidem

* Foto Googleada

domingo, 22 de janeiro de 2012

'INSÔNIEDADE'...

Acordei com uma sensação muito ruim.
Parece a sensação da aproximação da morte. O coração dispara, a boca seca, a falta de ar toma lugar.
O medo se apossa de mim.
Medo! É a palavra que paira no ar, ao lado de outra: ansiedade, daquelas brabas.
Quando penso que estou lidando melhor e superando-a, parece que a mesma se rebela e chega com tudo, como que para provar que tem controle, que tem domínio sobre mim.
Aí surgiu o poeminha...


N-A-O-~! Não!!!
As coisas não funcionam mais assim.
Olha bem aqui: quem manda agora sou EU
Pode parar.
Levante logo a toalha branca e deixe de manha,
Saia já de fininho, sem maiores consequências.
Se me obedecer bonitinho, nem chamo reforço
Para te nocautear por tarja preta.
1, 2, 3 bata no tatame e grite:
Au revoir, madame!

* Foto Googleada

domingo, 8 de janeiro de 2012

ROTEIRO...










Mãos na curva da cintura
Bocas que acariciam suavemente a face
Dentes que mastigam as palavras

Línguas em um balé ousado
Lábios que se tocam com paixão
Corpos que se misturam com sofreguidão

Ouvidos ávidos por gemidos
E todos os sentidos gritam: Ação!

* Foto Googleada

domingo, 1 de janeiro de 2012

DEVOLVA-ME...











Devolva-me a sanidade roubada
As cartas jamais escritas
As juras de amor não ditas

Pegue essa tristeza amarga
Esse vazio puído
Essa sensação doída e leve tudo contigo

Afaste também essas minhas lágrimas salgadas
Com um beijo (agri)doce.
Não importa
Apenas beije-me!

* Foto Googleada

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

OS SETE PECADOS...


A ira do ciúme
A inveja sem censura
A avareza de sentimentos
A soberba egoísta
A gula da saudade
A luxúria sem gozo
A preguiça pós coito




* Foto Googleada...

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

MÃO DUPLA...


Decreto aqui e agora a via de mão dupla:
Não ultrapasse fora da faixa da tolerância
Não reduza os cuidados e a atenção
Não acelere o desgaste ocasional
Não contorne a paciência
E sinalize para indicar que lado vai seguir
Mas muita atenção!
Pode não haver retorno.




* Foto Googleada

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

SIMPLES DESEJO...















Quero ser tua morada
A namorada
Te (co)habitar

Quero ser tua bebida
Tua comida
Te embriagar

Quero ser tudo
E ser nada
E te completar.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

MINUETO...

Acordes complexos
Com notas repetidas
Entoam uma melodia conhecida

Mi menor seguido por um ré
Pra lá de sustenido

Bravo!
Em uníssono a tríade é oferecida.

domingo, 14 de novembro de 2010

AMIR, O GRANDE PEQUENO PRÍNCIPE...

Quero me lembrar sempre com alegria de você, a alegria que você despertava em todo mundo que te cercava.
Quero me lembrar dos momentos ímpares que passei com você.
Quero me lembrar de quando você me tirou pra dançar.
De como você adorava o Ben 10.
De como quebrei a cabeça para descobrir que 'OSMA ZÔRDI' era ônibus verde.
De como foi divertido brincar com o teu cachorrinho de pelúcia jogando ele pro ar.
Da massinha de modelar.
De você me grudando um monte de figurinhas no braço.
De te ver desfilar de óculos escuros pela casa.
Das caras e bocas para as fotos.

Você com a sua infinita sensibilidade me fez chorar de emoção quando tua mamãe me contou que você estava no quarto com o cachorrinho de pelúcia e disse a ela:
- Mãe, meu cachorrinho tá chorando.
E ela te perguntou porque, e você respondeu:
- Ele tá com saudade da Isabella.

Te conhecer foi um dos grandes presentes que já ganhei.
A tua luz, alegria, disposição, eram contagiantes, mas a vida às vezes nos prega peças que nos deixam sem palavras, sem chão, sem entendimento.
Saber que você já não está mais no meio de nós é um baque muito grande, um misto de revolta e incompreensão.
Você que tinha apenas 4 aninhos e uma vida inteira pela frente.
Você que soube encantar a todos que te cercaram.
Você que me fez 'apaixonar' à primeira vista.
Você que era tão fácil de amar...

Teu cãozinho está chorando e com ele todos nós...

domingo, 31 de outubro de 2010

VOTE EM MIM!

Não sei vocês, mas eu estou completamente desiludida, decepcionada, enojada com o caminhar dessas eleições presidenciais.
A cada horário político gratuito, a cada debate, a cada propaganda, fomos metralhados por um baixo nível de propostas, por agressões verbais mútuas, relevantes ou não, um bla bla bla com começo e fim previsíveis.
Foi um processo eleitoral desmedido, onde faltou a elegância de caráter, a clareza das ideias, a segurança dos atos, a inovação, a objetividade e onde sobraram risos amarelos, simpatia eleitoral, ironia, ataques, abobrinha e muita, muita corrupção e falcatruas.

Foi um vale tudo para ganhar um votinho do brasileiro que se deixasse convencer por uma ou pelo outro.
Teve de tudo, de bolinha de papel a carta para a igreja, que não foi necessariamente a mesma...
EU PROMETO dito repetidas vezes em alto e bom som, só que na hora de explicar como fariam, usaram sempre da arte do 'embromation'.
A religião foi a diva das eleições e o aborto o popstar.
Foi uma luta travada entre o curriculum versus o 'Q.I', e sabemos muito bem como as coisas funcionam no nosso país.

Tenho consciência de que não sou uma pessoa politizada como e quanto eu gostaria de ser, mas quem escreve é uma cidadã brasileira, que ama esse país, mas que hoje foi votar com um vazio no peito e uma dúvida imensa entre anular meu voto ou não.
Optei por não anulá-lo e sim para tentar descobrir se uma mulher fará mesmo a diferença, embora eu não tenha nenhuma expectativa positiva a esse respeito, mas para quem já conseguiu superar tantas coisas em sua vida pessoal, quem sabe não possa me surpreender e a tantos outros milhões de brasileiros.
Tive saudade daquela sensação boa, que senti há 8 anos, quando fui votar no nosso atual presidente, e tenho certeza que jamais sentirei novamente aquela emoção-política quando ele foi eleito, pois de lá pra cá, a decepção foi muito maior do que qualquer admiração.
Hoje sou uma brasileira totalmente descrente e exausta de tanta politicalha.
Termino esse post com uma frase anarquista, de autor desconhecido que li recentemente e que cabe muito bem aqui:
As nossas urgências não cabem nas urnas!
Não cabem mesmo.
Que vença a/o menos pior!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Carta à Clarice...

Minha querida,
É um prazer imenso e indescritível trocar algumas linhas contigo, embora eu saiba que essa não chegará ao destino, mas mesmo assim gostaria que soubesse que fiquei muito tocada com as cartas escritas para suas irmãs, me senti fazendo parte da família e quis intensamente ter me correspondido com você durante o teu 'exílio' em terras estrangeiras.
Participei de todas as suas narrações, teus medos, aflições, tua saudade infindável, teus sonhos desejados, tuas esperas, chegadas e partidas.
Desejei a cada carta que naquela época já existisse a internet e com essa o e-mail, que encurtaria as distâncias e camuflaria a saudade e a nostalgia que você sentia de todos que aqui deixou.
Me emocionei quando soube que Delermando não pôde ir com você e Maury para Berna e teve que ficar em Nápoles, imaginei quão difícil foi para ti essa decisão, pois mais que um cachorro, ele era também teu grande companheiro.
Ah, Clarice, sofri com você a espera das cartas que não chegavam, muitas vezes atrasadas ou extraviadas pela guerra.
Minha amiga, posso te chamar assim? Confesso que me irritei algumas vezes com Elisa pela incompreensão do quão importante eram pra ti fotos dela, e que você as pedia tão fervorosamente e ela teimosa como era não as enviava. Não, não, Clarice querida, não se irrite comigo, pois bem sei do seu grande amor por ela, sua irmã querida.
Gargalhei inúmeras vezes com as 'tiradas' de Marcinha, como era espirituosa essa tua sobrinha.
E as tuas viagens? Conheci lugares pelas tuas descrições, me apaixonei mais ainda por Roma, me simpatizei mais ainda por Nápoles, senti vontade de visitar Paris, mas quanto a Berna, não sei, me pareceu um lugar um tanto quanto certinho demais, planejado demais, acho que é um lugar sem muitas emoções.
Dividi com você tuas frustrações e períodos de falta de inspiração e me espantei com a possibilidade de que você tenha algum dia recebido uma crítica negativa ao teu trabalho, achava isso impossível.
Mas me maravilhei mais ainda por descobrir sua simplicidade e humildade em receber tais críticas, você as aceitava dizendo que provavelmente tinham razão em fazê-las, mas acabei descobrindo que você sempre foi o teu crítico-mor. Você nunca teve meias palavras para descrever tuas falhas e o mais importante de tudo é que esteve consciente dessas e fez um trabalho interior árduo e constante para se melhorar, ajustar, adaptar-se. Esse tipo de trabalho vive nos dando certas rasteiras durante o desenrolar do aprendizado, não é mesmo?
Bem minha querida, é isso.
Não vou me prolongar mais não, você já deve ter se cansado de me ler e provavelmente estou te atrapalhando um bocado, por isso já me despeço.
Receba um abraço grande grande, e seja feliz, feliz, feliz, feliz, feliz, feliz, feliz, feliz (é você tinha razão, é muito bom escrever essa palavra).
Bebel

* Esse post surgiu da leitura do livro Minhas Queridas, de Clarice Lispector, me bateu uma vontade imensa de lhe escrever, pois essa se mostrou tão carente, tão solitária, que quem lê o livro, que é uma coletânia das cartas escritas por ela às suas duas irmãs, acredito que tenha tido a mesma vontade. 


* Foto Googleada

quarta-feira, 9 de junho de 2010

POR UM FIO...












Por um fio sou capaz de perder o bom humor
E não tenho nenhum pudor
É desolador

Por um fio xingo até à 8ª geração
Fico em alta tensão
Na maior irritação

Por um fio crio confusão
E ai de quem não tiver compreensão
Solto logo um palavrão

Para um fio tomo logo a decisão
Que é a única solução
Arrancá-lo com precisão


* Foto Googleada...

segunda-feira, 24 de maio de 2010

PONTOS DE VISTA...

Domingo final de tarde, friozinho característico do mês de maio, um cheiro de orvalho invadindo a cidade.

Do outro lado da rua, um homem com aproximadamente 37 anos está sentado no passeio, cabisbaixo, mas mesmo assim ao longe é possível avistar algumas lágrimas rolando em sua face.
Uns passantes o observam ao longe, outros passam indiferentes, enquanto outros tentam adivinhar o que possa ter acontecido.
Uma pessoa que estava no local há mais tempo, contou que o homem vinha da direção sul e que do nada se sentou, abaixou a cabeça e se permitiu chorar sem constrangimentos.
O burburinho foi grande, pois as pessoas ainda não estão acostumadas com as lágrimas masculinas sendo mostradas, mesmo que na penumbra.

As suposições eram variadas e iam do trágico ao cômico.
- Brigou com a esposa.
- Não, perdeu o emprego.
- Perdeu algum parente.
- Imagina, é o clássico choro do 'chifre'.
Risinhos abafados.
Todo mundo que se aproximava do grupo de indiscretos observadores, parava e perguntava o que havia ocorrido.
Mas ninguém sabia ao certo.

- Aposto que foi roubado, essa rua está terrível!

Passado um tempo, o homem se levantou, enxugou as lágrimas e já ia pegando seu rumo, quando um dos passantes mais obstinado, correu atrás dele e com um ar meio atrevido perguntou diretamente:
- Ei, moço, o que foi que houve? Tá tudo bem?
O homem meio sem saber o que fazer diante daquela invasão, o olhou e respondeu:
- Poderia estar melhor.
- Mas o que houve? perguntou com um tom ansioso o passante.
- É que acabei de sair do estádio, fui assistir INTER x SÃO PAULO e meu time, o Colorado, perdeu de 2x0.
O curioso rapaz, sem papas na língua e com um riso no rosto respondeu o seguinte:
- Vixi, então acho melhor você guardar um pouco de lágrima, porque em breve tem mais... e girou nos calcanhares e com o riso tatuado na face, voltou para o grupo.
- E aí? um coro o recebeu.
Ele explicou o motivo do choro.
Foi então que vários disseram ter reparado que o homem usava o camiseta do uniforme do Inter.
Todos se despediram, um tanto quanto decepcionados pelo final da história, pois achavam que as suas versões eram melhores.

Isso é um clássico, pois na maioria das vezes esquecemos dos detalhes e esses fazem sempre a diferença!
Muitas vezes achamos mais prático julgar, imaginar, dar o nosso ponto de vista e achar que é o certo, sem antes analisar a situação como um todo.
Todo mundo tem uma visão do ocorrido, cada um de nós tem a sua verdade e o seu modo de pensar e/ou agir, mas para evitar malentendidos e perda de tempo, a melhor solução é sempre o diálogo.
Como diria o Chacrinha:
Quem não se comunica, se trumbica!

PS.: Saudações São Paulinassssssssssssssssssss!!! :o)))))))
PS.: Meus amigos colorados, foi mal... não resisti kkkkkkkkkkkkkkkk, que venha a Libertadores!!!

* Foto Googleada

domingo, 23 de maio de 2010

MEMÓRIA DA PELE...










Minha pele tem memória
E se lembra com detalhes do teu toque
Do teu peso sobre mim
Das carícias para mim

É uma sensação libertária
Quando do nada sinto tua língua
A me percorrer a barriga e outros caminhos

No entanto ela vem acompanhada da ausência
Minha memória está relacionada com falta
A tua.

* Foto Googleada...

terça-feira, 4 de maio de 2010

REJEITO...














Rejeito
A falsidade ideológica
A mentira insincera
A burrice atestada
A tristeza pesada
E o desperdício de ideias

Rejeito
A injustiça tolerada
O preconceito rotulado
A ignorância desmedida
A rispidez nas respostas
E a insensibilidade congênita

Rejeito
O egoísmo infantil
O abandono dos sonhos
A deslealdade dos princípios
O fanatismo doentio
E a covardia permitida

Rejeito
A desorganização interna
O mau humor crônico
A violência gratuita
A dissimulação do 'eu'
E a efemeridade da vida

Rejeito
As ameaças paralisantes
A dor sem analgésico
A angústia ansiosa
O medo herdado
E a ausência altruísta

Rejeito
O arrependimento que castra
A censura na cama
A burocracia dos sentimentos
A culpa ardida
E a incapacidade de entrega

Rejeito
A maldade proferida
A fofoca induzida
A arrogância petulante
A humilhação indulgente
E a alienação ciente

Rejeito
As migalhas de afeto
O erro sem reparação
O fracasso intencional
A insegurança tardia
E a impontualidade do amor

Rejeito tudo aquilo que me agride ou enoja
Rejeito tudo o que me sufoca

CONFESSO...

Confesso que há dias que a saudade se faz mais forte que em outros
Confesso que o amor também
Confesso que muitas vezes te odeio, mesmo que seja por um momento ínfimo
Confesso todavia que é de um jeito fascinante
Confesso que nem sempre sou forte e algumas vezes desanimo
Confesso entretanto que te ter me fortifica
Confesso que me decepciono de quando em quando
Confesso porém que logo me lembro de como é insossa a perfeição
Confesso que sinto falta da tua presença, por mais presente que você esteja
Confesso por outro lado que às vezes o estar só é necessário
Confesso que tenho ciúmes do teu passado, presente e futuro
Confesso arduamente: quiçá até da tua sombra
Confesso que você me acalma, mesmo quando me agita
Que me excita mais ainda quando me instiga
Que me atiça até quando me irrita

Confesso enfim que por ti é amor que sinto.

quinta-feira, 18 de março de 2010

QUERO COLO...

Hoje venho com um dilema, que é o seguinte: quando é que o sonho se transforma em pesadelo?
Existem pessoas que sonham e sempre se lembram dos sonhos, o que não é o meu caso.
Eu raramente me lembro deles, a menos que sejam sonhos com os olhos abertos, aí sim... nesses participo ativamente, planejo, escolho, atuo, modifico algo, melhoro aqui, ajusto dali e são todos coloridos, de um brilho intenso e vivaz.
Podem durar um dia, semanas ou quem sabe 9 meses 10 dias e algumas horas.
Esses sonhos são quase sempre sonhados com outra pessoa. Não, não é de filho que estou falando, mas do sonho de uma vida a dois.
É tão bom sonhar que vamos realizar algo junto com outra pessoa, não uma pessoa qualquer, uma pessoa que amamos, que queremos do nosso lado. Ainda mais se se tratava de uma pessoa NÃO casadoura, como eu era, mas a partir do momento que se passa a sonhar com isso, é porque a coisa tá séria mesmo...
São vários desejos, planos, vontades, expectativas, ânsias, e uma luta constante pra que o tempo voe e chegue logo o momento da realização.
Aí a gente já até sabe a cor das paredes, o adesivo que vai por na geladeira, os enfeites, tudo escolhido no plano da imaginação, no plano da vontade, e tudo compartilhado, o que é melhor.
Só que pra nossa surpresa o sonho, assim do nada toma outra forma, um desenho diferente, tons em preto e branco, e chega para nos assombrar, como um pesadelo, a diferença é que quando sonhamos de olhos fechado e chega nesse ponto, temos uma via de escape que é abrir os olhos, ufa! dá um alívio.
Infelizmente para quem vive sonhando de olhos abertos, como eu, esse truquezinho é impraticável.
Assim do nada aquele sonho de vida a dois, se transforma em um pesadelo solitário.
Eu, comigo mesma...
E aqueles vários desejos, planos, vontades, expectativas, ânsias, começam a evaporar bem diante dos nossos olhos, e aquela luta constante pra que o tempo voasse, começa a ser uma luta insana pra que o tempo voltasse até o momento anterior do sonho se transformar em pesadelo.
Como não poderia ser diferente, nossa reação é chorar, chorar e chorar...
Aquele sentimento de completeza dá lugar a um vazio.
Sinto frio...
Despedir dá febre¹...
 ¹ Guimarães Rosa...

domingo, 14 de fevereiro de 2010

CÓPULA III...

Ser dona de ti e estar entregue a esse amor, me faz continuar a te querer incansavelmente.
Você faz parecer tudo fácil e permanecer ao teu lado é ficar em contato constante com a felicidade.
Preciso te virar do avesso, te ler nas entrelinhas e nas reticências inúmeras vezes, para esse sentimento tornar-se ainda mais enraizado em mim, em ti, em nós.
Vou tentar encontrar uma maneira de acelerar o tempo para poder cair novamente em teus braços.
Prometo te fazer viver de amor e não morrer desse.
Ah! E com você amor, quero partir da premissa de que vamos andar sempre na mesma sintonia.

* Jogo de palavras com os verbos de ligação, também conhecidos como cópula.
* Foto Googleada

CÓPULA II...

Ser indiferente é não estar nem aí pros sentimentos do outro e continuar sua vida sem parecer que aquele outro já te habitou.
É permanecer no seu mundo e ficar ileso a todo o resto.
É virar a página e tornar-se escritora de uma nova história.
É nem fazer esforço para tentar não se lembrar, porque você simplesmente não pensa mais.
É cair na real que tudo acabou e já nem morrer de raiva porque findou.
É partir sem cogitar olhar pra trás e andar atrás do que é inédito.

* Jogo de palavras com os verbos de ligação, também conhecidos como cópula.
* Foto Googleada

CÓPULA I...

Ser você mesmo é o primeiro passo para estar bem consigo e continuar fiel a quem você é, sem parecer um estranho ocupante do seu corpo, da sua mente, das suas ações.
Permanecer conectado a si próprio é essencial para ficar sereno.
É sempre tempo de virar o jogo e tornar-se o seu próprio comandante, sem tentar mentir pra si mesmo e nem cair em contradições.
Não é preciso morrer de medo, basta partir do princípio que todos somos capazes e ter como lema que: o que é importante é sempre andar em frente.

* Jogo de palavras com os verbos de ligação, também conhecidos como cópula.
* Foto Googleada